"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria". Paulo Freire

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO


Pelo presente Edital de Convocação, a Associação dos Educadores Populares do Ceará, por seu Diretor Presidente a senhora Eliene Viana Lima, conforme atribuições estatutárias está convocando todos os associados em pleno gozo com suas obrigações sociais a se fazerem presente e participarem da Assembléia Geral Extraordinária da Associação dos Educadores Populares do Ceará que se realizará no dia 13 de setembro de 2014, às 09:00 (nove horas), na Rua Antonio Josino, número 60, Centro, Cidade de Tabuleiro do Norte, Estado do Ceará, para discutir e deliberar sobre alteração estatutária e a necessidade fazer a recomposição da  Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal. A Assembléia será realizada em primeira convocação às 09:00 (nove horas) com a presença de 50% (cinqüenta por cento) mais 1 (um) dos associados em dia com suas contribuições sociais. Não havendo comparecimento do número legal uma nova Assembléia Geral será convocada com um prazo mínimo de 15 (quinze) dias, para discutir e deliberar sobre a seguinte pauta do dia:

·        Discutir e deliberar sobre alteração estatutária;
·        Recomposição da  Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal;




Fortaleza – CE, 26 de Agosto de 2014.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Uma Política Pública de Educação Popular?

A Rede de Educação Cidadã e um conjunto de organizações sociais vem debatendo junto com setores do Governo Federal a elaboração de uma Política Nacional de Educação Popular – PNEP. O objetivo é articular um campo de práticas, fortalecer iniciativas da sociedade civil e sensibilizar a educação pública a partir do referencial da educação popular crítica e transformadora. Um mapeamento dos processos educativos no Governo Federal, realizado pelo Departamento de Educação Popular e Mobilização Cidadã1, elencou dezenas de ações desenvolvidas em conjunto com os movimentos sociais que podem ser articuladas a partir do referencial da educação popular.
Desde 2011 vem sendo construído coletivamente (governo + sociedade) um documento com diretrizes, princípios e o conceito do que se tem chamado educação popular para as políticas públicas. Em 22 de maio de 2014 foi publicada a Portaria nº11/2014 da Secretaria Geral da Presidência da República instituindo este documento intitulado “Marco de Referência da Educação Popular para as Políticas Públicas”2. Este é um documento aberto a críticas e contribuições que espera-se seja complementado pelos diversos outros sujeitos praticantes da educação popular.
A ideia da educação popular por dentro da institucionalidade, de governos e do Estado mais especificamente, não é nova. Na década de 60 o Plano Nacional de Alfabetização coordenado por Paulo Freire já tinha esta intenção. Trazer para o Estado a vitalidade de práticas educativas emancipatórias como estratégia, à época, de superação do analfabetismo, mas também de disputa do sentido e da finalidade do Estado. A Ditadura abortou esta experiência logo que foi vitoriosa em 1964.
Nas décadas de 1970 e 1980 o movimento de educação popular foi essencial para a construção dos referenciais que predominaram nas atividades de formação dos movimento sociais que se consolidavam à época. A organização popular em geral atuou, neste período, contra o Estado e não por dentro do Estado. Assim a educação popular passou a ser mais identificada com práticas não estatais, ou anti-estatais.
Ao final da década de 1980 e na década de 1990, com a experiência do governo popular de Luiza Erundina na cidade de São Paulo, tendo Paulo Freire à frente da secretaria municipal de educação, retomam-se as experiências de educação popular por dentro do Estado. Em sentido semelhante surgem as experiência do orçamento participativo no sul do país além dos conselhos e conferências de políticas públicas com a Constituição de 1988. Estas iniciativas fazem pensar no papel do Estado e da democracia, e trazem de forma conjunta a participação popular e a educação que a potencializa. Ou seja, a educação voltada para o fortalecimento da cidadania, que incentiva a luta por direitos e a participação do cidadão comum.
Em 2003 foi criada a Rede de Educação Cidadã inicialmente como ação do Programa Fome Zero, e posteriormente ampliou suas frentes de atuação para além das “beneficiárias” dos programas governamentais. A RECID é uma experiência de articulação de diversos sujeitos para realização de processos educativos com vistas ao fortalecimento da cidadania e da organização popular. Ao mesmo tempo que parte do Estado valoriza os princípios da educação popular, o diálogo, o partir da realidade, a valorização dos conhecimentos populares e a intenção de transformar a realidade, de baixo para cima. É, portanto, mais uma experiência de educação popular como política pública, de onde surge a ideia da PNEP.

Em que consiste a PNEP?

A proposta é que a PNEP seja uma política voltada para agregar diversas ações do Governo Federal – economia solidária, educação ambiental, educação de jovens e adultos, educação popular em saúde etc – em torno de um referencial comum, baseado nos princípios da educação popular que respeita a diversidade cultural e de saberes, parte do contexto social em que se desenvolve e visa a transformação da realidade. Seu foco são as práticas estatais materializadas nas politicas públicas. Portanto, podemos dizer que é uma política que busca fortalecer o controle social.
Este é um ponto sobre o qual, geralmente, se estabelece uma falsa polêmica. Baseada na questão sobre o que vem a ser controle social.
Controle social: se exercido pelo Estado pode ser expressão do autoritarismo, se exercido pela sociedade pode ser expressão de democracia.
Para superar esta questão é importante reforçar alguns pontos. Primeiro é necessário dizer que a proposta da PNEP está voltada para programas, ações e planos que já existem no Governo Federal. A PNEP não interfere nas práticas de educação popular existentes na sociedade, que inclusive, são muito maiores e mais vigorosas do que a institucionalidade consegue abranger. Em segundo lugar, a proposta é que a política seja gestada e gerida por uma comissão com representantes do governo e da sociedade civil. Ou seja, sua gestão é baseada em uma instância de participação popular. Terceiro elemento é que a PNEP buscará garantir que a metodologia participativa da educação popular seja seguida nos processos de formulação, execução e avaliação das políticas públicas.
Portanto, não corremos o risco de que a educação popular seja cooptada, controlada, resumida a uma política, ou mesmo asfixiada pela ação do Estado. Afinal ela busca criar uma matriz de processos educativos a partir do que já existe no Governo Federal.

Como está sendo construída a PNEP?

Este processo de debate requer coerência com os princípios da educação popular. Por isso está sendo desenvolvido a partir de rodas de conversa, oficinas e um sem numero de debates abertos dos quais participam diversos atores sociais.
Em 2011 foi realizado um seminário a partir da Rede de Educação Cidadã com a participação de movimentos sociais de diversas áreas. No ano de 2012 foi iniciado uma articulação com integrantes de grupos de pesquisa e entidades sociais que trabalham com educação popular. Nos anos de 2013 e 2014 foram realizados dois seminários que buscaram agrupar movimentos sociais, Rede de Educação Cidadã, organizações da sociedade civil e Governo Federal para debater a proposta da PNEP.
O Marco de Referência foi construído após consulta pública de 30 dias, acessada por quase 2 mil pessoas. Ainda hoje é possível participar dos debates, se informar e contribuir por meio do portal da participação social do governo federal, no endereço www.participa.br/educultura.
Em 2013 foram realizadas as etapas municipais, regionais e estaduais da 2ª Conferência Nacional de Educação. Período rico em debates sobre as potencialidades e limites desta política que busca recolocar a educação popular como elemento essencial à construção de um projeto de nação democrático e popular.
A conferência de educação e os seminários sobre a política, contribuíram para a definitiva aproximação do MEC do debate sobre a PNEP. Por outro lado aproximou toda esta movimentação dos debates em torno da aprovação do Plano Nacional de Educação – PNE.
O texto do PNE aprovado traz, na estratégia 20 da meta 7:
Mobilizar as famílias e setores da sociedade civil, articulando a educação formal com experiências de educação popular e cidadã, com os propósitos de que a educação seja assumida como responsabilidade de todos e de ampliar o controle social sobre o cumprimento das políticas públicas educacionais.
Portanto nos próximos dez anos, tempo de vigência do PNE, viveremos a intensificação dos debates e a experimentação de práticas de educação popular também por dentro do ensino escolar.
Este cenário é convidativo para dar capilaridade ao debate sobre a política de educação popular junto com os rumos que queremos dar à educação pública. Este é o desafio no momento, massificar a proposta da PNEP para ser debatida por todos aqueles e aquelas que lidam com práticas de educação no Brasil e entendem a importância da educação popular para a construção de uma sociedade mais justa, solidária, democrática e popular.
Brasília, 21 de julho de 2014.

Marcel Franco Araújo Farah
Coordenador Geral de Processos Formativos/Secretaria Geral da Presidência da República
1Departamento integrante da Secretaria Nacional de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República.

sábado, 26 de abril de 2014

Plebiscito Popular

Brasil passou por intensas e inesperadas mobilizações de rua. Milhões de pessoas estiveram presentes nas passeatas que tomaram as avenidas de várias cidades do país. Embora a pauta das manifestações não tenha sido única e os interesses que levaram as pessoas à rua foram variados, é justo dizer que elas expressaram uma vontade geral de melhoria nos serviços de transporte, saúde, educação e também um enorme descontentamento da população com a maneira como funciona a política brasileira.

Considerando que o clima de mobilizações aberto em junho de 2013 tende a pressionar por mais mudanças no Brasil, diversas organizações democráticas e populares do país anunciaram a realização de um Plebiscito Popular Por Uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Iniciativa que pretende discutir junto à classe trabalhadora como a elite dominante se apropria do sistema político em benefício próprio e mostrar que sim, é possível mudarmos este sistema por meio de uma Constituinte Exclusiva e Soberana, eleita sob novas regras.
        
No Estado do Ceará, estamos numa etapa de consolidação do Plebiscito Popular. Esta tarefa político-organizativa tem o potencial para se transformar em um extraordinário exercício de pedagogia de massas e trabalho de base. Um desafio coletivo de diversos movimentos sociais, entidades e partidos políticos. Uma tarefa do povo brasileiro. 

Na região do Jaguaribe estamos nesta empreitada buscando unir forças para a consolidação do plebiscito popular na região e neste sentido estaremos realizando 4 seminários de formação de formadores nas seguintes datas e locais:
1.      03/05/2014  => Limoeiro do Norte;
2.      10/05/2014  => Iracema;
3.      17/05/2014  => Jaguaribe; e
4.      24/05/2014  => Aracati.

Venham somar conosco nessa luta. 

Para maiores informações e materiais: 

Rede de Educação Cidadã e Movimento Ceará
Rua Antonio Josino, 60 Centro - Tabuleiro do Norte-CE
Fone: (88) 3424-2080 / 9704-7576 (Antonio) / 9659-7337 (Paula)
Secretaria Operativa Regional no Vale do Jaguaribe
                                                                                                             
Avante Plebiscito Popular!
Avante Constituinte!

Atenciosamente,
Secretaria Operativa do Plebiscito popular por uma Constituinte no Vale do Jaguaribe

sábado, 21 de dezembro de 2013

Produções e Trocas de Experiencia dão o tom em atividades da RECID CE em Tabuleiro do Norte-CE

Numa semana com oficinas de  confecções de instrumentos e estamparia movimenta Comunidades de 
Tabuleiro do Norte com muitas produções e trocas de experiencia. 

A oficina de Estamparia em Camisetas foi facilitada com o educador Ricardo Jansen, na Sede do 
Movimento Ceará, em Tabuleiro do Norte-CE.
Blusas lindas, resultado de três noites de oficina! 


A oficina de Confecção de instrumentos facilitada com o educador Cicero Chagas, realizada na  comunidade de 
Olho D'água da Bica.
Belíssimo trabalho, resultado de três dias de oficina com jovens do Olho d'água da bica-CE.